16/02/2018

Quiropraxia no tratamento de dores

Hérnia de disco

Hérnia de disco, prolapso discal, protrusão discal, abaulamento discal, extrusão discal mais comum do que as pessoas pensam a hérnia de disco é uma lesão que provoca rupturas ou fissuras nas camadas do disco intervertebral. Provocando dor local, em casos agudos provoca posição antálgica (desvio do tronco para aliviar a dor), dor referida para o glúteo. Dependendo da lesão do disco pode haver compressão/pinçamento de nervo e provoca dor periférica (sintomas no braço, quando a lesão é no pescoço; e sintomas na perna quando a lesão é na lombar). Os sintomas vão desde dor, a formigamento, perda de sensibilidade, queimação, perda de força, adormecimento.

Dor Sacroilíaca

Dor sacro-ilíaca (disfunção sacro-ilíaca) Dor na região baixa das costas (próximo ao glúteo) na articulação que liga a coluna ao osso do quadril (ílio), pode provocar dor em choque local, piora ao caminhar e por vezes pode irradiar para região posterior e lateral da coxa. Muito comum nas grávidas, devido a liberação do hormônio relaxina que faz com que os ligamentos se tornem mais “frouxos” para permitir a saída do bebê pelo canal de parto, provocando um aumento de mobilidade desta articulação levando a dores frequentes, também chamada de lombalgia gestacional.

Síndrome facetaria

Quando os tecidos que envolvem as articulações da coluna se tornam inflamados e irritados. Provocam dor aguda local e restrição de movimento. Podem algumas vezes referir dor para região de glúteo e coxa.

Síndrome do Piriforme

Compressão do nervo ciático pelo musculo piriforme (camada do glúteo) devido a uma má formação desse musculo, ou uma contratura muscular ou trauma local. Causa sintomas semelhantes a dor ciática Contratura, espasmo, estiramento Dor provocada por alteração muscular, geralmente associada a trauma.

Discopatia degenerativa

Sintomas semelhantes a hérnia discal, mas ocorre em discos mais maduros que sofrem de alterações degenerativas (desgaste). Essa degeneração do disco geralmente faz parte do processo de envelhecimento do nosso corpo, não representando, portanto, uma doença. A grande maioria das pessoas com mais de 50 anos de idade apresentam sinais radiológicos de degeneração discal como diminuição da altura do disco intervertebral e escurecimento do mesmo (desidratação) na Ressonância Magnética, mesmo em muitos daqueles que nunca sofreram de dor nas costas. Entretanto, em um número grande de pessoas essa degeneração pode ser acompanhada de dor. Na discopatia dolorosa não precisa haver ruptura do disco, como na Hérnia de Disco, sendo mais comum a perda da capacidade de amortecimento pela redução na altura e pelo endurecimento das estruturas discais. Dessa forma, a chamada dor ciática, que se irradia para a perna, não é tão frequente, sendo mais comum a lombalgia (dor na região lombar,) de caráter incomodativo, mas podendo evoluir com crises de dor bastante intensa, e geralmente durando bastante tempo. A discopatia degenerativa pode estar acompanhada da chamada Espondilodiscoartrose.

Espondilodiscoartrose

Ocorre em pessoas acima de 50 anos. É quando alterações degenerativas (“desgastes”, bico de papagaio) acometem o segmento articular, ou seja, o disco intervertebral que se apresenta desidratado, com altura diminuída e com fissura ou rupturas e suas camadas; a vértebra que apresenta formação de osteófitos (bico de papagaio) e; a articulação da coluna (articulação facetária) que se apresenta com destruição da cartilagem e hipertrofia de facetas (crescimento ósseo da faceta resultante do desgaste da articulação). Essas alterações quando pronunciadas podem comprimir nervos que emergem da coluna e provocarem sintomas periféricos, como: formigamento, dor e adormecimento. Tratamento:

  • terapia de manipulação articular;
  • fortalecimento muscular;
  • Orientação posturais e de atividades diárias;
  • Fisioterapia (eletroterapia;)
  • Tração automática (triton).

Em casos onde o comprometimento neurológico é intenso ou progressivo é necessária intervenção cirúrgica.

Escoliose

Um problema que requer cuidado e que muitas vezes, por ser comum, não tem a devida atenção. Não é apenas uma alteração estética. É uma lesão que provoca torção das vértebras da coluna, e que requer cuidado profissional, para estabilização dessa torção que pode progredir aceleradamente em alguns casos e provocar alteração postural severa, encurtamento e estiramento de músculos e ligamentos, perda de movimento, compressão de órgãos e nervos. Tem várias causas (genética, congenital/nascimento, idiopática, traumática, psicológica).

Contratura e estiramento muscular

Ocorre quando se realiza ou se aplica uma força além da que seus músculos ou ligamentos estavam prontos a realizar, provocando lesão muscular (de estiramento ou espasmo) ou ligamentar. Isso pode ocorrer durante atividades corriqueiras como pegar uma caneta no chão, colocar suas meias, pegar a bolsa no banco de trás do carro.

Tensão muscular

Dor em um musculo específico ou grupamento muscular associado à presença de pontos gatilhos, que são nódulos dolorosos na musculatura, esses pontos gatilhos, quando pressionados, provocam dor aguda local ou dor referida ou formigamento em outra região do corpo. A figura mostra o mapa dos pontos e as dores correspondente a cada um deles.

Hipercifose e Hiperlordose

Cifose e lordose: O aumento das curvas fisiológicas da coluna resulta em hipercifose (acomete região dorsal) ou hiperlordose (acomete região lombar e cervical) que pode provocar dor ou/e alteração postural. As principais funções das curvas fisiológicas é dissipar impacto e distribuir o peso do corpo, com o aumento das curvas ocorre um comprometimento dessas funções que pode gerar lesão e desgaste precocemente.